O relato que irei fazer é de uma moça, com trinta e quatro anos.Segundo as informações que obtive da mãe.No período de gestação, ela fez um medicamento muito forte, como não sabia da gravidez, acabou deixando sequelas no bebê. Ela também me contou que o problema poderia ser devido ao sangue, o fator RH dos pais ,não eram compatíveis. Essa hipótese foi levantada porque seu filho que vinhã a ser o mais velho faleceu antes de completar dois anos e apresentava problemas.Na época os médicos não souberam explicar o motivo do óbito, mas foi alguma anomalia genetica.
Ela não apresenta nenhúm problema físico,a dificuldade é no aprendizado. Apesar de sempre ter frequentado escolas (especiais )não conseguiu se alfabetizar. A moça faz parte de um grupo, onde desenvolvem muitos projetos ( dança,teatro,trabalhos manuais, etc,) Visando a socialização.Participam desse grupo jovens de todas as idades, tendo cadeirantes, dificuldades de aprendizagem, etc.A mãe procura delegar funções para que a moça participe, interagindo com a família.
Nesse sait, vocês poderão entender um pouco mais sobre fator sanguíneo RH.
Na escola onde atuo, tem uma menina que está no primeiro ano, ela tem problemas motores devido a Paralisia Infantil. Fiquei imprecionada, pois está doença já foi erradicada a muito tempo.Primeiro caso que tenho conhecimento.
Vitória ( nome ficticio ) é um encanto de menina, está sempre alegre.
As sequelas são somente físicas, afetando as pernas, ela se locomove com aparelhos. Participa das atividades pedagógicas, é uma menina muito inteligento.Nas atividades livres ela acompanha seus amigos.Na pracinha, não se sente intimidada pelas suas limitações, querendo fazer tudo o que seus amigos fazem.Tanto ela quanto as crianças, têm um ecxelente entrosamento.
Seus colegas são muito solidários.Percebe-se que a menina se sente muito bem no ambiente escolar. Mas como é complicado,a propria família tem medo. Quando fui falar com a mãe da menina, para que pudece colocar as imagens dela, a mãe me disse que não queria vela esposta. Deu para notar que existe um receio por parte dos pais.
Trabalho na rede municipal de Sapiranga, na Escola de Ensino Fundamental Anita Lydia Wingert. A escola é composta de 713 alunos, distribuidos em dois turnos ( manhã e tarde )
Com um quadro de 48 pessoas, sendo 43 docentes e 5 funcionários.
Dentre os alunos temos 94 com Deficit de aprendizagem
Defasados:
* primeiro ano 1 aluno
* segundo ano 8 alunos
* terceiro ano 11alunos
* quarto ano 15 alunos
* quarta série 7 alunos
* quinta série 17 alunos
* sexta série 14 alunos
* sétima série 14 alunos
* oitava série 7 alunos
Esses alunos tem acompanhamento no turno oposto ( aula de reforço )
Alunos de inclusão que recebem atendimento pelo NAE ( Núcleo de Atendimento ao Educando)
Esse projeto é feito com as escolas da rede, onde a mesma, após observações detectadas nas crianças, envia uma ficha contendo as observações para o NAE. Essas crianças passam por uma avaliação de especialistas, onde vão dedectar o problema do aluno.Como a procura é muito grande, muitas crianças ficam fora do programa.
As crianças participam no turno oposto onde tem um atendimento com pessoas especializadas: professores, psicologos, fonoodiólogos,terapeuta- ocupasional, psico- pedagoga.
Dessa forma eles tentam resgatar, propiciar um melhor preparo, para que eles consigam conviver na escola regular de forma que não se sintam inferiores por terem algumas limitações.
Casos de Inclusão:
primeiro ano: um caso,apenas físico
segundo ano: dois casos
*defici de atenção muito grande,motricidade fina
* coordenação motora( fina e ampla ) Uma criança muito inteligente, foi meu aluno o ano passado, tem um raciocínio logico incrível, mas não consegue escrever.
terceiro ano:um caso, aprendizagem muito lenta e motor
quarto ano: um caso, problema de dicção
quinto ano: dois casos
* condutas típicas
* problema motor ( segundo a professora: o cerebelo tem cinco filtros, deu uma falha num deles )
Na cidade de Sapiranga existe três instituições que desenvolvem um trabalho com alunos de inclusão:
APADA ( Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos )
Fundada em 1993, é uma entidade privada, sem fins lucrativos.
A finalidade:
* Assistir, orientar e integrar os deficientes auditivos na sociedade, proporcionando-lhes educação, instrução e preparo para a vida social, através da prática de atividades culturais, esportivas, sociais e ambientais.
Atualmente a APADA busca garantir o acesso à educação de 70 crianças e adolescentes surdos, na faixa etária de 3 a 26 anos de idade, da região do Vale dos Sinos e Paranhana, sendo ligada pedagogicamente à Escola Luterana de Ensino Médio São Mateus.
NAE:( Núcleo de Atendimento ao Educando )
Esse projeto é feito com as escolas da rede,com crianças no turno oposto do ensino regular. Atendendo 180 crianças, distribuidas em dois turnos.
APAE: ( Associação de Pais Amigos dos Excepcionais )
Promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, direcionadas a melhoria de qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.São atendidos 100 pessoas, crianças, jovens e adultos.
PSICOLOGIA:
O serviço de psicologia da APAE tem como referência o compromisso ético de colaborar para promover,no máximo possível a independização da clientela atendida.São realizadas diferentes formas de intervenção,conforme a necessidade da clientela.
FONOAUDIOLOGIA:
A atuação fonoaudilógica é organizada a partir de atendimentos individuais e em duplas, sendo estes semanais com 30 minutos de duração cada.Além dos atendimentos citados anteriormente é desenvolvido um trabalho de orientação e troca de experiências com professores da instituição, enfatizando principalmente questões relacionadas ao manejo diário e ao desenvolvimento global dos sujeitos, sendo possível assim a continuidade do trabalho clínico realizado.
Durante as avaliações e intervenções fonoaudiológicas são enfatizados aspectos relacionados à audição, linguagem compreensiva e expressiva; considerando como linguagem expressiva tanto a linguagem oral, como as diversas formas de comunicação alternativa ( gestos, expressões faciais, olhar, entre outros ).Observa-se também a necessidade de intervenção no que diz respeito às dificuldades de alimentação, ou seja, sujeitos com diagnóstico de disfagia ( dificuldade de deglutição).Nestes casos, intensifica-se a estimulação dos orgãos fonoarticulatórios, proporcionando a adequação das funções neuro-vegetativas ( sucção, mastigação, deglutição e respiração ),proporcionando melhora significativa na qualidade de vida dos sujeitos beneficiados.
A atuação ocorre de forma integrada, trabalhando em conjunto com a família e os demais profissionais envolvidos no caso, considerando sempre o desenvolvimento global dos sujeitos.Quando necessário, também são solicitadas avaliações complementares,que precisam ser realizadas em outro espaço, principalmente para diagnóstico referente à audição e disfagia.
FISIOTERAPIA - REABILITAÇÃO:
O trabalho de fisioterapia na APAE visa contribuir para o desenvolvimento neuropsicomotor da criança e ainda na reabilitação e nas atividades da vida diária dos adolescentes e adultos,auxiliando na prevenção de deformidades decorrentes da patologia em questão.
FISIOTERAPIA - ESTIMULAÇÃO PRECOCE:
A estimulação precoce é a terapêutica na qual os bebês e /ou crianças pequenas são tomados em atendimento quando procuram a APAE,pois na clínica de bebês é preciso que se tenha um equilíbrio entre as questões estruturais e instrumentais.A atuação ocorre de forma integrada,trabalhando em conjunto com os pais e os demais profissionais envolvidos no caso,considerando sempre o desenvolvimento global do sujeito.
SERVIÇO SOCIAL:
O objetivo do serviço social na instituição é propor e executar ações e mecanismos que visem a orientação e integração da família,aluno e comunidade,contribuindo para melhor qualidade de vida das mesmas.
PSICOPEDAGOGIA:
Tem por objetivo acompanhar o desenvolvimento os alunos,as necessidades individuais/grupo bem como, encaminhar avaliações ou participações em projetos necessários para o melhor desenvolvimento dos mesmos.Planeja e oferece subsídios necessários para o desenvolvimento da aprendizagem significativa adaptada à realidade e necessidade dos alunos,seja na sala de aula ou em projetos.Proporciona aos professores da instituição e de escolas parceiras (inclusão) espaços individuais e coletivos de discussão e supervisão com o objetivo de contribuir para a melhoria da prática educativa.Realiza entrevistas com os pais objetivando a aproximação deles com a escola,onde possibilita a reflexão sobre o envolvimento e a importância dos mesmos com a finalidade de atender de forma adequada as necessidades dos filhos/alunos bem como orientações pertinentes.Promove a articulação entre espaços clínicos e pedagógicos visando o melhor resultado com o público ao qual seu trabalho se direciona,ou seja o aluno e a família dentro da instituição.
Talisson Matheus Batista
Tem10 anos
Escola Maria Ruth Raymundo
2º ano.
Essa criança estuda em uma escola regular. Sua mãe estudou na mesma escola que hoje o menino frequenta.
Segundo relato da mãe;ela teve o menino com 15 anos, sua gestação transcorreu normalmente.Quando estava na oitava série ela engravidou, cria o menino sozinha, com o apoio da avó materna.
A mãe percebeu que tinha algo errado com o menino quando ele tinha apenas quatro meses, devido ao olhar, sua suspeita cresceu com o passar do tempo, quando constatou que ele não tinha firmesa em uma de suas mãozinhas e também nas pernas.
Segundo o neurologista, o problema é no cérebro, o lado direito foi afetado, atingindo a fala, onde ele só balbucia, pausadamente ele consegue pronunciar algumas sílabas, tem feito muitos progressos com a ajuda da fonoaudióloga.
A avó do menino mora em Tenente Portela, o menino ficou até doente devido a falta dela e como sua mãe tinha que trabalhar para garantir o sustento, ele teve que ficar com estranhos, mas não se adaptou, a unica solução foi leva-lo para morar com a avó.Quando ele foi crescendo um pouco mais pediu para voltar para junto da mãe.
Procurou apoio na APAE, mas falaram que o menino não podia frequentar, pois seu problema não é mental.
Foi na APADA, eles não o aceitaram, pois lá é uma instituição que atende crianças surdas e ele não é, apenas não fala.
Somente através da escola conseguiu no NAE,um apoio pedagógico.

Tálisson e seus amigos
professora: Simone Frederich da Silva
Este foi o boletim do Tálisson no III Bimestre de 2008...
Super amigão Tálisson!
“Nada melhor pode dar um pai a seu filho do que uma boa educação.”
Maomé.
Nível em que se encontra: Pré – Silábico
-Ainda não estabelece vínculo entre a fala e a escrita. Acredita que deve usar vários símbolos.
-Utiliza diversas letras para escrever uma palavra;
-Em alguns momentos registra com linhas contínuas, sinuosas, dando à estas valor de letra;
-Lê a palavra como um todo.
-Não escreve o próprio nome, demonstrando uma enorme dificuldade em registrar quaisquer letra;
-Desconhece as letras do alfabeto.
Evidenciou neste III Bimestre ser:
Um aluno guerreiro, que luta contra supostas limitações e busca se superar;
Evidencia uma felicidade muito grande em realizar as mesmas tarefas que seus colegas;
Necessita de atividade mais direcionadas, tendo apoio a todo o momento para que não se disperse;
Possui dificuldades de se expressar, de fazer-se entender perante o grupo;
Em atividades no Laboratório de Informática demonstrou grande felicidade, onde ele mesmo podia perceber seu sucesso nas atividades;
Sua atenção é momentânea, onde facilmente se distrai com algo novo;
Ainda é imaturo, para as questões de escrita;
Possui grande interesse em se expressar, contribuir com idéias e colocações;
Apresenta um ritmo diferente dos demais colegas da turma, necessitando de um tempo maior para interiorizar os conhecimentos.
Ouve histórias, recontando da forma que consegue se expressar;
Por apresentar dificuldade na fala, torna-se difícil expôr suas idéias ao grande ou pequeno grupo;
Mantém bom relacionamento com os colegas, respeitando e fazendo-se respeitar;
É um aluno que demonstra satisfação com seus trabalhinhos;
Quando vê um trabalhinho legal, vem e solicita para a professora, demonstrando interesse em realizá-los;
Nas atividades alcançadas pela Professora, o aluno demonstra não compreender o trabalho ao qual deve ser realizado, dificultando assim alcançar-se o objetivo proposto;
Já nas atividades do Laboratório de Informática, o aluno é direcionado aquele objetivo e caso ele não o realize o computador “tranca” e ele deve então reconduzir a tarefa;
Tálisson, querido!
Continue sendo esse menino extraordinário, que esbanja alegria e que luta pelo seu crescimento e por nossa alegria...
Com carinho
Professora Simone
Percebo que hoje o Tálisson apesar de ainda não conseguir se comunicar com seus colegas e Professora, é um menino que procura dia após dia encontrar uma maneira de fazer-se compreender, seja com gestos, sorrisos enfim, ele luta por seu espaço.
Pensando no Tálisson do ano passado para esse Tálisson que hoje convivo, percebo muitas mudanças:
Aquele menino acanhado, solitário não existe mais; tomou conta o Tálisson que se aproxima, que é feliz em estar em contato com os colegas;
Infelizmente ainda não compreendemos aquilo que ele fala, mas a turma procura uma maneira de compreender, de fazer com que ele se sinta compreendido e ele é feliz com isso;
Hoje ele já se organiza no caderno, consegue copiar os temas, identifica as vogais, reconhece e escreve seu nome, demonstrando alegria nas atividades;
Ele QUER aprender e por isso, pergunta, argumenta, do jeito dele;
Quando eu falo a palavra para ele, soletrando ele identifica as vogais e registra, mas se eu mostrar uma figura e pedir que ele escreva, infelizmente ele não consegue pois a sua linguagem não permite identificar os sons. Para ele PROFESSORA é FE. Ele fala uma sílaba de cada palavra, as vezes a primeira síliaba, as vezes a segunda, as vezes a terceira... Dificilmente conseguimos entender sem que se faça gestos.
Avaliação do Tálisson
O aluno Tálisson participa das aulas de informática sempre acompanhado, embora na maioria dos jogos que não envolvam leitura, apresenta autonomia, realizando as atividades de forma independente.
Apresenta um bom raciocínio lógico e sua coodenação motora vem se desenvolvendo.
Demonstra interesse e preferência por determinadas atividades, solicitando jogos que já conhce. Vibra com suas conquistas e quando essas são mais difíceis, solicita à professora que jogue também.
Professora de Informática
Daniela Mengue Saft

Comments (1)
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 9:45 pm on Apr 7, 2009
Simone, que bom que preguntaste antes de colocar a imagem da menina, a do primeiro relato tens permissão para colocar a foto?. A moça do primeiro relato, que tipo de atividades realiza?, ainda tentam algum método para alfabetiza-la?, quem sabe no ambito familiar consegue. A menina do segundo caso , pelo teu relato, percebemos que ela esta bem inserida no ambito escolar. É normal os pais terem receio de expor os seus filhos
Abraços
Maria del Carmen
You don't have permission to comment on this page.